Proteste analisou três cenários para descobrir qual instituição oferece menores taxas para a compra da casa própria

Comprar a casa própria é um sonho de longo prazo que pode sair caro para o consumidor, que encontra condições diferentes de financiamento imobiliário. De acordo com a associação de consumidores Proteste, estudar as opções disponíveis no mercado pode ajudar o cliente a poupar até 100 mil reais.

A pesquisa da entidade indica que na maioria das vezes a Caixa Econômica Federal é o banco que oferece melhores condições de crédito imobiliário. Foram analisados três cenários para definir a melhor opção, considerando as taxas de seis instituições financeiras: Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander, por meio do simulador virtual de cada banco.

Ainda assim, a economista da Proteste, Veronica Dutt-Ross, ressalta que cada situação é diferente e a Caixa não será necessariamente a melhor escolha para todos os clientes. “O consumidor deve ter em mente o valor do imóvel que deseja e fazer muita pesquisa. O Custo Efetivo Total (CET) é a principal dica para comparar os bancos, porque é a taxa que reflete todos os custos do financiamento”.

O saldo das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também pode ser uma carta na manga dos consumidores. “Dê a maior entrada possível, esse valor vai definir o saldo devedor do imóvel, o valor das parcelas e todos os outros custos. Sempre que puder, utilize o FGTS. Pela legislação há poucas exceções em que esse dinheiro pode ser usado e o financiamento imobiliário é uma delas. É uma oportunidade para diminuir o valor da dívida”, continuou a economista.

As simulações da Proteste levaram em consideração o Sistema de Financiamento Habitacional (SFH) e o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). No primeiro, é possível utilizar recursos de poupança e do FGTS. Já no segundo os bancos têm plena liberdade de estipular prazos, juros e qualquer parâmetro, pois usam recursos próprios.

Sobre as taxas de financiamento de juros incidem uma série de custos adicionais, como tarifas administrativas e seguros, que encarecem o custo do financiamento. Conheça abaixo os cenários simulados pela Proteste e tabela comparativa com detalhes de taxas e preços:

Cenário 1

Imóvel de 150 mil reais, com 20% de entrada (120 mil para financiar em 30 anos)

Este cenário se beneficia das instituições que oferecem condições especiais para imóveis de menor valor (em geral até 150 mil reais). A melhor opção é a contratação do financiamento da Caixa, pelo Programa Minha Casa Minha Vida. Nesse caso, o CET é de 7,72% ao ano na Caixa e de 7,92% ao ano no Banco do Brasil.

Cenário 2

Imóvel de 400 mil reais, com 20% de entrada (320 mil para financiar em 30 anos)

Para este perfil, a Caixa ainda é a melhor opção, com 11,02% ao ano de CET para os clientes que optarem por ter um relacionamento e conta salário na instituição. O Santander tem a segunda taxa mais em conta, 11,31% ao ano. Caso o consumidor não queira ter sua conta salário ou nenhum outro tipo de relacionamento com o banco, o Itaú é o mais indicado , com CET de 11,47% ao ano.

Cenário 3

Imóvel de 960 mil reais, com 30% de entrada (672 mil para financiar em 30 anos)

Neste cenário saímos dos financiamentos via SFH, em função do valor do imóvel (acima de 800 ou 950 mil reais). Caso o consumidor queira ou tenha relacionamento com a Caixa, o CET mais em conta continua na instituição com 10,89% ao ano, mas caso o consumidor não queira nenhum tipo de relacionamento com o banco, o Banrisul é a melhor opção com CET de 12,11% ao ano.

Compare valores de cada instituição

Preços e taxas variam de acordo com o cenário desenhado pela PROTESTE

1º Cenário
Instituição CET ao ano (%) Juros efetivos ao ano (%) 1ª prestação (R$) Última prestação (R$)
Caixa (Programa Minha Casa, Minha Vida) 7,72 7,22 1.042,36 330,29
Banco do Brasil (Programa Minha Casa, Minha Casa) 7,92 6,697 975,47 371,60
Banco do Brasil (FGTS) 7,92 6,70 975,47 371,60
Santander (SFH com relacionamento com o banco) 11,84 10,50 1.401,08 362,33
Bradesco (SFH) 12,17 10,70 1.415,77 361,17
Banrisul (SFH) 12,26 10,80 1.461,98 373,25
Itaú (SFH) 12,30 11,30 1.375,14 354,82
Santander (SFH sem relacionamento com o banco) 12,50 11,50 1.491,96 362,58
Banco do Brasil (SFH) 12,79 11,47 1.394,63 375,45
Banco do Brasil (CH) 13,83 12,50 1.480,04 375,71
2º Cenário
Instituição CET ao ano (%) Juros efetivos ao ano (%) 1ª prestação (R$) Última prestação (R$)
Caixa (com relacionamento com o banco e conta salário) 11,02 10,24 3.593,17 920,74
Santander (com relacionamento com o banco) 11,31 10,50 3.694,55 920,91
Itaú (SFH) 11,47 10,70 3.489,11 904,17
Caixa (com relacionamento com o banco) 11,52 10,75 3.714,85 921,08
Bradesco (SFH) 11,66 10,70 3.733,72 921,45
Caixa (Taxa balcão) 11,77 10,99 3.775,49 921,25
Banrisul (SFH) 12,21 11,10 3.936,96 953,91
Banco do Brasil (SFH) 12,29 11,47 3.677,36 959,54
Santander (sem relacionamento com o banco) 12,32 11,50 3.936,89 921,59
Banco do Brasil (CH) 13,32 12,50 3.905,10 960,24

 

3º Cenário
Instituição CET ao ano (%) Juros efetivos ao ano (%) 1ª prestação (R$) Última prestação (R$)
Caixa (com relacionamento com o banco e conta salário) 10,89 10,24 7.525,95 1.905,70
Caixa (com relacionamento com o banco) 11,39 10,75 7.781,48 1.906,41
Caixa (taxa balcão) 11,61 10,99 7.908,82 1.906,76
Banrisul (SFH) 12,11 11,10 8.249,62 1.985,14
Santander (com relacionamento com o banco) 12,20 11,50 8.251,98 1.907,47
Itaú (taxa mercado) 12,39 11,70 8.298,43 2.001,53
Bradesco (taxa mercado) 12,52 11,70 8.332,14 1.908,96
Banco do Brasil (CH) 13,18 12,50 8.182,60 1.993,99
Santander (sem relacionamento com o banco) 13,71 13,00 9.007,56 1.909,57

 

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